5. COMPORTAMENTO 14.11.12

1. AVENTURA URBANA
2. QUEM MATOU O CORONEL UBIRATAN?
3. O QUE SO PAULO TEM A APRENDER COM O RIO
4. BRASILEIROS INVADEM LAS VEGAS

1. AVENTURA URBANA
Disputado em plena cidade e com provas inditas nesse tipo de competio - como surfe e parapente -, evento Rocky Man atrai aventureiros de todo o mundo e muda a paisagem do Rio Mariana Brugger e Wilson Aquino 

Sbado 3, 20h30, Rio de Janeiro. Enquanto as pessoas comeam a se arrumar para aproveitar a noite carioca, mais de 100 atletas chegam  praia do Arpoador, na zona sul da cidade, exaustos, mas visivelmente felizes. Aventureiros natos, eles exploraram as belezas naturais do Rio desde as 7h em uma competio indita, com mais de 12 horas de durao, organizada pela editora Rocky Mountain, que publica a revista Go Outside. Nos rostos, os sorrisos e a expresso do dever cumprido. I Rocked, diziam as camisetas nos corpos suados. Os atletas completaram a primeira edio do Rocky Man, evento com sete modalidades que tomou conta do Rio. Diferentemente das corridas de aventura tradicionais, que acontecem em lugares isolados e inspitos, o maior desafio da categoria no Brasil aconteceu numa metrpole. Talvez no haja outra grande cidade no mundo que integre tanto e to bem a natureza com o meio urbano como o Rio, que  o paraso dos esportes de ao, comenta Caco Alzugaray, presidente-executivo da Editora Trs, publisher da Rocky Mountain, idealizador do evento e tambm atleta.
 
Por onde passavam, os superatletas atraam a ateno dos cariocas com seu esforo, sua coragem e alegria. Alm de apresentar representantes para disputar individualmente provas de mountain bike, corrida de trilha, surfe, stand up paddle e parapente  as trs ltimas modalidades inditas em corridas de aventura , era preciso completar em equipe provas de canoa polinsia e corrida. No total, foram 100 quilmetros de percurso, no qual a equipe norte-americana Team USA saiu vencedora, seguida pelas brasileiras Ncleo Aventura e IronMan. O Rocky Man explora a vocao do Rio, que  uma academia a cu aberto. A competio une esportes  natureza e valoriza os diferentes espaos da cidade, disse o prefeito Eduardo Paes (PMDB) que, de bicicleta, deu a largada para a corrida pela Floresta da Tijuca.

PELA CIDADE - Abaixo, o idealizador do evento, Caco Alzugaray, e o prefeito do Rio, Eduardo Paes, que deu a largada da prova: maratona de 12 horas de competio

O Rocky Man  um projeto que tem como objetivo mostrar os pontos tursticos do Rio usando o esporte como plataforma e com a participao de grandes atletas, elogia Bernardo Fonseca, capito e corredor da equipe X Terra, a 11 colocada na classificao geral. Para Paul Romero, o capito da equipe americana, a combinao inusitada entre cidade grande e esportes de aventura foi perfeita. Quando no competamos, conseguamos relaxar e aproveitar a cultura do local, conta o vencedor.
 
A diversidade de esportes da competio criou uma situao indita e curiosa: Alessandro e Viviane Matero, casados h 12 anos, competiram pela primeira vez um contra o outro. Referncias no stand up paddle, o casal representou equipes diferentes e rivalizou nas guas na Lagoa Rodrigo de Freitas. Recebi o convite para participar antes dela. Mas, como um sempre acompanha o outro, a Vivi viria de qualquer jeito, explica Alessandro. No entanto, a rivalidade do casal se resumiu aos quatro quilmetros de remadas. Treinamos juntos e nos damos apoio. Casar com algum que pratica o mesmo esporte s tem vantagens, diz Viviane. Existe um sentimento de irmandade na comunidade dos esportistas de aventura. Sem dvida, a participao do casal enriquece o evento, enfatiza Alzugaray. Com o sucesso da primeira edio, o Rocky Man voltar  Cidade Maravilhosa no ano que vem.  um evento que  a cara do Rio, elogia o prefeito Paes.

ESTREIA - Foi a primeira vez que modalidades como surfe e stand up paddle fizeram parte de uma corrida de aventura


2. QUEM MATOU O CORONEL UBIRATAN?
A Justia decide que Carla Cepollina, acusada pela polcia e pelo Ministrio Pblico,  inocente. Cabe agora a essa mesma polcia ser eficiente e apresentar o assassino
Antonio Carlos Prado

 A VERDADE  Carla Cepollina e seu advogado Eugnio Malavasi,  sada do jri que a inocentou da acusao de ter matado Ubiratan (abaixo): ela quer que prendam o criminoso

Eram dezenove horas e um minuto da quarta feira 7 quando o juiz Bruno Ronchetti de Castro, do 1o Tribunal do Jri de So Paulo, comeou a ler com voz firme e serena a sentena sobre um dos mais rumorosos casos de assassinato no Pas  o veredicto que absolveu a advogada Carla Cepollina, 47 anos, da acusao de ter matado no dia 9 de setembro de 2006 o coronel da reserva e deputado estadual Ubiratan Guimares, famoso por comandar em 1992 a invaso do Carandiru, que resultou no massacre de 111 presos. Ao inocentarem a r, os sete jurados que compuseram o conselho de sentena (seis homens e uma mulher) confirmaram aquilo que Carla proclamou insistentemente ao longo dos ltimos anos  a sua inocncia. Desde 2006, ISTO publicou diversas reportagens demonstrando que a polcia no conseguiu reunir provas cientficas que sustentassem sua acusao. Nesse sentido, a deciso do jri popular significa tambm o envio de um claro recado tanto  polcia quanto ao Ministrio Pblico: no se acusa algum apenas com hipteses.A deciso dos jurados  soberana, e eles querem investigaes legais e corretas, diz o advogado penal paulista Roberto Podval.

ALMA E CREBRO  Liliana Prinzivalli, advogada e me de Carla Cepollina, chega ao jri: muita emoo, garra e raciocnio lgico para convencer os jurados
 
A polcia e o Ministrio Pblico tentaram convencer a Justia de que Carla Cepollina teria matado Ubiratan,  poca seu namorado, por cime de uma delegada da Polcia Federal, com quem ele mantinha relao sexual superficial, como definiu em depoimento a prpria delegada. Afirmaram que Ubiratan foi morto na noite de 9 de setembro de 2006, um sbado, e que Carla fora a ltima pessoa a estar com ele, tendo sado do apartamento por volta das 20h30. A arma do crime no foi encontrada at hoje. A polcia sustenta que a bala que matou Ubiratan  idntica  outra bala encontrada no tronco de uma bananeira trs anos antes do crime e que fora disparada de um revolver calibre 38 que pertencia ao coronel. Com isso, tentaram convencer os jurados de que Ubiratan fora assassinado com sua prpria arma, e que Carla, por ter acesso ao apartamento, teria feito o disparo. O revlver pode at ter sido o mesmo, mas da a dizer quem foi o autor do tiro  uma distncia gigantesca. O que a polcia fez foi trabalhar numa hiptese e no com fatos, diz o advogado Eugnio Malavasi, que dividiu a bancada da defesa de Carla Cepollina com a me da r, a advogada Liliana Prinzivalli.

Um laudo do Instituto Mdico Legal indica que a morte do coronel e deputado se deu na madrugada do domingo, dia 10 de setembro, e no na noite do sbado, como disse a polcia. Alm disso, h registros de operadoras de celulares comprovando que, s 8h21 do domingo, Carla enviou uma mensagem de seu celular para o celular de Ubiratan. O documento mostra que Carla estava em sua casa quando transmitiu o torpedo. A mesma operadora atesta que o telefone do coronel estava desligado e s foi ligado s 11h27, quando ento entrou o torpedo. Isso significa que Ubiratan estava vivo quando Carla Cepollina deixou o apartamento na noite anterior. Tambm significa que algum, que no Carla, esteve no apartamento da vtima entre a manh e a noite do domingo, quando o corpo foi encontrado. Esse algum teria, entre outras coisas, ligado o celular do coronel, mas nada disso foi investigado. Terminado o jri, que demorou trs dias, duas provas, no entanto, restam incontestes: a prova de que a prpria acusao, que necessariamente se baseia naquilo que a polcia relata, se rendeu  evidncia de que nada tem em mos  e se dividiu. O promotor Calsavara declarou que no recorrer da deciso do jri, mas seu assistente quer recorrer ao Tribunal de Justia  embora nenhuma nulidade possa ser alegada, tal o funcionamento isonmico e democrtico que o juiz Bruno de Castro estabeleceu no tribunal. Resta, tambm, a prova da indignao da sociedade, que tem o direito de exigir que polcia e percia investiguem direito e no somente em uma nica direo de culpa, como diz o advogado Matheus Gabriel Rodrigues de Almeida. E foi a prpria Carla Cepollina a primeira a externar tal indignao: Estou feliz com a minha absolvio porque sou inocente, mas triste porque o assassino do coronel Ubiratan continua solto.


3. O QUE SO PAULO TEM A APRENDER COM O RIO 
O governo fluminense comeou a desarticular as faces criminosas quando reconheceu o problema, mudou de estratgia e aceitou ajuda federal
Natlia Martino e Wilson Aquino

 ASSASSINATOS - O governador paulista enfrenta uma onda de homicdios. Morrem por noite entre oito e 12 pessoas 

Expandir a Operao Saturao, da Polcia Militar, para trs novas reas da Grande So Paulo foi a tentativa mais recente do governo estadual para conter a onda de violncia que deixou centenas de mortos na capital nos ltimos meses. O trabalho, que comeou com a ocupao da favela Paraispolis, na zona sul da cidade, conta tambm, desde a quarta-feira 7, com ramificaes nas favelas Jardim Damasceno, na zona norte; Santa Ins, na zona leste; e So Rafael, em Guarulhos. Quase 50 pessoas j foram presas e cerca de mil policiais participam da operao, mas nada disso parece funcionar. As delegacias continuam registrando a ocorrncia de homicdios, entre oito e 12 por noite, na rea metropolitana. Com a porta j arrombada, o Estado tentou fazer alguma coisa, mas a Operao Saturao no tem objetivo definido e nem sabe o que est procurando nesses lugares,  uma continuao dessa poltica de segurana pblica equivocada que So Paulo tem levado h alguns anos, afirma o jurista Walter Maierovitch, presidente do Instituto Brasileiro Giovanni Falcone (de cincias criminais) e ex-secretrio Nacional Antidrogas. O Rio de Janeiro passou por isso e s comeou a desarticular o crime organizado quando mudou a abordagem. Hoje, So Paulo tem muito a aprender com a experincia fluminense.

PLANO - Com sua poltica de combate ao crime organizado, o governador Srgio Cabral conseguiu sufocar faces criminosas
 
Um dos pontos fundamentais para a estratgia de desmonte do crime organizado no Rio ter obtido resultados positivos foi a parceria com o governo federal. Durante anos, por motivos polticos, os ex-governadores teimavam em reconhecer o problema e se negavam a pedir ajuda.  uma postura semelhante  do governo paulista, que, depois de muito relutar, concordou em definir aes conjuntas com o governo Dilma. Inicialmente, o secretrio de Segurana Pblica, Antnio Ferreira Pinto, negava qualquer crise e se mostrava irritado diante de comparaes com o Rio de Janeiro. Aqui a polcia entra em qualquer lugar, aqui no precisa ter unidade pacificadora, no tem nada para pacificar em So Paulo, dizia o secretrio, enquanto o Estado registrava mdia superior a dez assassinatos por noite. Na tera-feira 6, aps um encontro do governador Geraldo Alckmin com o ministro da Justia, Jos Eduardo Cardozo, foi anunciada a criao de uma agncia para integrar os esforos de investigao das polcias estadual e federal e foram discutidas maneiras de asfixiar financeiramente o crime organizado. Tambm foi anunciada a transferncia de lderes do PCC para prises federais. Francisco Antnio Cesrio da Silva, o Piau, foi o primeiro a receber autorizao judicial para trocar a penitenciria de Avar (SP) pelo presdio de segurana mxima de Porto Velho (RO). A mudana ocorreu na quinta-feira 8.

 um pacote de aes tmido, que deve ter pouca repercusso prtica. Afinal, a medida mais concreta, a transferncia de presos, no precisava de acordo com o governo federal para ser efetiva. No Rio, a parceria com o governador Srgio Cabral foi mais extensa, teve o uso de tropas federais e, segundo especialistas, isso foi decisivo para o sucesso da empreitada. A utilizao dos blindados dos fuzileiros navais, por exemplo, trouxe uma estrutura que foi capaz de diminuir os riscos das operaes nas comunidades que estavam sendo pacificadas, afirma Paulo Storani, socilogo e ex-capito do Batalho de Operaes Especiais (Bope) da Polcia Militar do Rio de Janeiro. A integrao foi ampla. Vieram recursos para programas de vrios tipos, alm de emprstimos, etc. Ou seja, as torneiras federais foram abertas, diz Glucio Soares, socilogo e especialista em violncia do Instituto de Estudos Sociais e Polticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp/Uerj). As diferentes coloraes partidrias no deveriam ser empecilho para Unio e Estado juntarem foras contra um inimigo comum.

Na ltima dcada, tanto So Paulo quanto o Rio de Janeiro comemoraram a queda nas taxas de homicdios, mas, para Maierovitch, apenas os cariocas tm realmente motivos para celebrar. A partir de 2007, sob a liderana do secretrio de Segurana Pblica Jos Mariano Beltrame, o Rio conseguiu retomar territrios e comunidades antes dominadas pelo crime organizado e sufocou as movimentaes financeiras de grupos como o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando da Capital (TCC) e instalou as Unidades de Polcia Pacificadora (UPP). Hoje, se essas organizaes resolvessem entrar em guerra com o Estado, como o PCC est fazendo em So Paulo, elas no teriam fora para isso, afirma Maierovitch, para quem a queda na criminalidade paulistana era reflexo de um pacto de tolerncia e no agresso selado durante os ataques do PCC em 2006. O socilogo Soares tambm acredita que o recrudescimento da violncia , em parte, decorrente da perda de privilgios por parte das lideranas da faco criminosa nos presdios. Isso sem falar nos acordos que sempre existem entre a polcia e o crime organizado, que pelo jeito tambm foram quebrados, disse ele.

O grande erro da atual poltica de segurana pblica, segundo especialistas,  o excesso de militarizao. A ltima gesto da Secretaria de Segurana Pblica intensificou investimentos na polcia militar em detrimento da civil, o que significa a priorizao do policiamento ostensivo em lugar do trabalho de investigao, diz Camila Dias, do Ncleo de Estudos da Violncia da Universidade de So Paulo (USP). Para a pesquisadora, isso se traduz em aumento dos confrontos e da letalidade da polcia, que podem ter detonado esse ciclo de retaliaes entre policiais e criminosos. O caminho no  invadir para reprimir o crime, prender alguns membros da organizao criminosa e depois sair da comunidade e deixar que o mesmo grupo tome conta dela novamente.  preciso ocupar essas reas permanentemente, mas no com uma polcia treinada apenas para o confronto e sim com instituies que tenham a confiana dos moradores, como as UPPs cariocas. Paralelamente,  necessrio estudar a organizao criminosa, sufocar suas atividades lucrativas e prender os seus lderes. Nada disso se faz sem um grande trabalho de inteligncia policial.  


4. BRASILEIROS INVADEM LAS VEGAS
Explode o nmero de turistas do Brasil que escolhem a cidade americana como destino de frias. E eles permanecem e gastam mais do que qualquer outro estrangeiro
Paula Rocha

Conhecida como a capital mundial do entretenimento, a cidade de Las Vegas, no Estado de Nevada (EUA), atrai todos os anos milhes de turistas em busca de diverso. Entre seus hotis, casas de shows e cassinos com fachadas luminosas circulam em mdia 38 milhes de pessoas, sendo 16% visitantes estrangeiros. Desde 2011, no entanto, o municpio americano tem presenciado uma verdadeira invaso verde-amarela.  que a quantidade de turistas brasileiros que escolhem Las Vegas como destino de frias cresceu significativamente. At 2010, o nmero de visitantes nacionais que passavam pela cidade nem era contabilizado, pois no chegava a 50 mil por ano. Em 2011, contudo, mais de 133 mil brasileiros desembarcaram por l  um aumento de mais de 160%. O Brasil  atualmente o principal mercado internacional em ascenso para Las Vegas, diz Rafael Villanueva, diretor internacional de Vendas da Las Vegas Convention & Visitors Authority (LVCVA), rgo que promove o turismo nesse destino. E a expectativa para 2012  de crescimento de 10% no nmero de turistas brasileiros.

Almejando atrair ainda mais visitantes nacionais, o bureau de turismo de Las Vegas anunciou que ir investir at R$ 1 milho por ano para divulgar o destino como uma opo de frias entre os brasileiros. O interesse pelos turistas daqui pode ser explicado por dois fatores: gastamos mais e permanecemos mais tempo na cidade do que qualquer outro visitante estrangeiro. Os brasileiros so os turistas que mais tempo ficam em Las Vegas, com uma mdia de 7,5 dias, e gastam cerca de US$ 3 mil por viagem, trs vezes mais do que qualquer outro visitante internacional, diz Villanueva. A operadora de turismo CVC, uma das maiores do Pas, tambm sentiu o aumento na procura por pacotes que incluam ao menos uma noite em Las Vegas. Em 2011, a companhia embarcou cerca de quatro mil passageiros para esse destino. Em 2012, j so 6,8 mil. E a expectativa para 2013  chegar a oito mil. Vegas  uma cidade concentrada, de fcil locomoo e comunicao. No  preciso ter o domnio do ingls, pois praticamente todos falam espanhol, diz Mariana Pdua, gerente de produto da CVC para os EUA e Canad. Tambm  extremamente barata em relao a outras localidades tursticas americanas e um dos melhores destinos para se fazer compras.
 
A possibilidade de comprar roupas e acessrios a preos muito mais em conta do que no Brasil  aliada  oportunidade de fixar o idioma ingls  fez com que o empresrio Alex Cavalheiro Martins, 31 anos, escolhesse Las Vegas como destino de sua primeira viagem para os Estados Unidos. Durante 16 dias ele percorreu, junto de seu professor de ingls, os Estados da Califrnia, Nevada e Arizona. Em Las Vegas ficou quatro noites. Era para ficarmos apenas trs, mas a cidade  to linda e vibrante que resolvemos esticar, diz Martins. Entre os passeios que mais gostou, ele destaca a visita aos cassinos, as caminhadas pelo centro e, claro, os outlets que ficam no entorno da cidade  so cinco. No fiz economia. Acho que gastei uns US$ 4 mil s em Las Vegas, mas valeu muito a pena, afirma Martins, que pretende voltar em junho de 2013.

Famosa tambm pelas capelas, Las Vegas atrai ainda casais brasileiros dispostos a celebrar sua unio, como o analista de sistemas Eduardo Augusto de Andrade, 30 anos, e a publicitria Priscilla Soares Silva de Andrade, 28. Os dois se casaram no civil em outubro de 2011, mas decidiram comemorar o casamento e passar a lua de mel na localidade americana em julho deste ano. Sempre vamos pessoas casando em Vegas nos filmes, ento resolvemos celebrar nosso casamento l, diz Eduardo. Ao todo, o casal passou 30 dias nos Estados Unidos  15 apenas em Las Vegas. No roteiro, visitas a cassinos, festas noturnas e muitas compras. Fomos com uma mala e voltamos com cinco, diz Eduardo. O analista de sistemas conta que chegou  cidade com US$ 3 mil em dinheiro, que logo foram gastos. A usamos o carto de crdito. Tudo l  muito bom e barato, diz. Exatamente o que todo brasileiro gosta.


